A NASA testa um sistema móvel para converter dejetos humanos em nutrientes vegetais, um passo crucial para o estabelecimento de habitats de longo prazo na Lua. O projeto, realizado com estudantes da University of North Dakota, simula o uso em um ambiente análogo ao lunar.
O sistema de tratamento de águas residuais móvel, chamado Divergent Deployable Wastewater Treatment Facility, foi preparado para transporte no Kennedy Space Center, na Flórida, em 21 de abril de 2026. Ele opera com três biorreatores separados, tratando fezes, urina e resíduos alimentares individualmente, devido às diferentes concentrações de sais, sólidos, carbono, nitrogênio e fósforo em cada material.
Um dos biorreatores processa fezes e resíduos alimentares, transformando-os em água rica em nutrientes que alimenta um jardim vertical acoplado à unidade. Os outros dois biorreatores lidam com urina e águas cinzas de atividades como banho e lavanderia, permitindo a filtragem e reciclagem para água potável. Segundo Ali Alshami, professor de Engenharia Química da University of North Dakota e participante do teste, os ensaios ajudarão a NASA a avaliar a operação real, o treinamento da tripulação e a confiabilidade do sistema.
O objetivo é duplo: processar resíduos com eficiência e utilizá-los para sustentar a agricultura lunar. Essa capacidade é vital para que os astronautas consigam construir bases permanentes na Lua ou em Marte, meta que a NASA busca iniciar até 2029. Diferentemente das missões Apollo, onde resíduos eram armazenados em sacos, a pesquisa atual visa a sustentabilidade total.


