A Netflix (NFLX) registrou um retorno de 722,7% em dez anos, transformando um investimento inicial de US$ 1.000 em US$ 8.227. Contudo, nos últimos 12 meses, a empresa perdeu 34% dos ganhos, com as ações caindo para US$ 82,18, segundo dados de mercado.
A empresa, que evoluiu de disruptora de DVDs a incumbente de streaming, enfrentou um declínio de 50,64% em 2022 após perda de assinantes. A recuperação veio com o combate ao compartilhamento de senhas, a introdução de um plano com anúncios e eventos ao vivo, como jogos do NFL Christmas Day. O negócio hoje conta com mais de 325 milhões de assinantes pagos.
O cenário futuro da empresa depende da consolidação do plano de publicidade, que faturou mais de US$ 1,5 bilhão em 2025 e deve dobrar para US$ 3 bilhões em 2026. A gestão projetou um fluxo de caixa livre de cerca de US$ 12,5 bilhões para 2026. O caso pessimista aponta riscos de concorrência de plataformas como YouTube e TikTok, além de disputas fiscais.
Apesar da volatilidade recente, o retorno de longo prazo é significativo. Em comparação, o S&P 500 apresentou um retorno anualizado de cerca de 11% no mesmo período de cinco anos, enquanto a Netflix alcançou cerca de 23%.

