A neurocientista Hannah Critchlow, da Universidade de Cambridge, propõe métodos para aumentar a flexibilidade mental e preparar o cérebro para os desafios impostos pela inteligência artificial. Ela detalha que habilidades como empatia e criatividade podem ser treinadas, e que a saúde física e intestinal impactam diretamente o comportamento.
Critchlow, autora do livro “O cérebro do século 21”, afirma que o conhecimento gerado pela neurociência pode ser invertido para entender o potencial cognitivo humano. A pesquisadora foca em capacidades frequentemente negligenciadas, como a capacidade de inovar, resolver problemas e tolerar incertezas. Ela explica que a “bioenergia” saudável, ligada às mitocôndrias, é essencial para sustentar essa ginástica mental.
A inteligência emocional e a empatia são citadas como fatores cruciais para a satisfação com a vida. Um estudo mencionado pela cientista demonstrou que a diversidade da microbiota intestinal alterou o altruísmo em voluntários. Além disso, ela sugere que caminhadas na natureza ajudam a aumentar as ondas alfa cerebrais, associadas ao pensamento criativo.
Para manter a agilidade cerebral, Critchlow recomenda exercícios físicos, que promovem o crescimento de neurônios, e uma dieta saudável, que fornece combustível adequado às mitocôndrias. A especialista conclui que aceitar a tensão entre a necessidade de mudança e o receio dela faz parte da predisposição natural da espécie.

