Grupos ligados à Nova Direita americana investem no interior montanhoso do Tennessee para construir comunidades baseadas em valores conservadores e cristãos. A estratégia foca em cidades pequenas, buscando alterar o perfil cultural e eleitoral de regiões rurais com declínio populacional.
A iniciativa vai além de disputas eleitorais. Os grupos estão comprando propriedades e atraindo famílias com pensamento semelhante, criando redes próprias de escolas, igrejas e empresas. Os idealizadores defendem uma sociedade mais autônoma, propondo currículos escolares influenciados por valores cristãos e incentivo ao ensino domiciliar.
O Tennessee oferece condições consideradas ideais para o projeto, incluindo impostos baixos, forte presença evangélica e população majoritariamente conservadora. Os defensores argumentam que a transformação cultural deve começar localmente, e não apenas em Washington.
Críticos, contudo, alertam para os riscos da estratégia. Pesquisadores apontam que comunidades politicamente homogêneas podem reduzir a diversidade de opiniões e aumentar a polarização nacional. O movimento, que reúne conservadores religiosos e ativistas, busca estruturas paralelas ao sistema existente.

