Uma nova estrela, batizada de Nova Muscae 2026, foi identificada na constelação da Mosca, próxima ao Cruzeiro do Sul. O fenômeno, detectado em 24 de maio, é uma explosão estelar clássica que aumentou drasticamente o brilho do astro.
A descoberta foi feita pelo projeto internacional ASAS-SN e confirmada por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan. Os especialistas explicam que o astro já existia, sendo composto por uma anã branca e uma estrela companheira. Quando gás se acumula na anã branca, ocorre uma reação termonuclear que libera grande quantidade de energia, elevando o brilho da estrela.
Diferentemente de uma supernova, o evento não destrói o astro. Os cientistas estimam que Nova Muscae 2026 esteja a cerca de 15 mil anos-luz de distância, o que significa que a luz observada hoje ocorreu há esse período. O Observatório Astronômico da Universidade Estadual Paulista (Unesp) registrou imagens do fenômeno.
Para observação, o melhor momento é durante a noite, após a meia-noite, na região da constelação da Mosca. Embora ocorram dezenas de novas anualmente na Via Láctea, este evento é considerado uma oportunidade especial para a comunidade científica e para observadores amadores.


