A Assembleia Legislativa de Nova York aprovou um projeto de lei que altera a linguagem em registros legais e leis de família. A medida substitui os termos tradicionais ‘mãe’ e ‘pai’ por expressões neutras, como ‘pessoa gestante’ e ‘pessoa não gestante’, dependendo da sanção da governadora Kathy Hochul.
A alteração afeta áreas como custódia, filiação e documentos jurídicos. Na prática, termos como ‘mother’ e ‘father’ são substituídos por ‘gestating parent’ e ‘non-gestating parent’. Críticos afirmam que a mudança remove elementos da estrutura básica da linguagem familiar, acusando o governo estadual de promover uma agenda ideológica.
Parlamentares republicanos chamaram a medida de ‘absurda e desconectada da realidade’. Por outro lado, defensores do projeto, parlamentares democratas, explicam que a legislação atual usa um modelo biológico rígido. Eles afirmam que a nova linguagem evita exclusões em processos judiciais, contemplando casais do mesmo sexo e reprodução assistida.
A governadora Kathy Hochul enfrenta pressão de ambos os lados. Enquanto republicanos criticam o foco em debates simbólicos, aliados progressistas pressionam pela assinatura imediata. A decisão de Nova York se tornou um ponto de disputa política nacional nos Estados Unidos sobre identidade de gênero e linguagem inclusiva.

