O novo CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, estabeleceu que o capital dos acionistas é gerido como custódia, e não pertence à empresa. A declaração, feita em carta aos acionistas em fevereiro de 2026, marca uma mudança no relacionamento com investidores, enquanto a companhia reporta lucros operacionais de US$ 11,35 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
Abel, que assumiu a liderança em janeiro de 2026, utilizou linguagem fiduciária ao separar gestão de propriedade. Ele afirmou: “Seu capital se mistura com o nosso, mas não pertence a nós. Nosso papel é custódia”. Essa postura contrasta com o discurso anterior, focando na aplicação disciplinada de capital sem apego a ativos antigos.
As ações de Abel refletem essa filosofia. No primeiro trimestre de 2026, a Berkshire encerrou 16 posições, eliminou a participação na Amazon e triplicou a posição na Alphabet. A empresa também investiu US$ 10 bilhões em uma captação de ações da Alphabet para infraestrutura de inteligência artificial, além de reduzir participações em Apple, Bank of America e Chevron.
Os resultados iniciais mostram solidez: lucros operacionais atingiram US$ 11,35 bilhões, um aumento de 18% ano a ano, e reservas de caixa chegaram a um recorde de US$ 397,38 bilhões. Abel também reabriu a janela de recompra de ações, comprando US$ 234 milhões em março de 2026.

