Um novo medicamento administrado por via oral pode representar o maior avanço no tratamento do câncer de pâncreas nas últimas duas décadas. Os resultados foram apresentados na Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO), indicando potencial para aumentar a sobrevida de pacientes com a doença agressiva.
A nova terapia foca na proteína KRAS, um alvo difícil de atingir pelos tratamentos convencionais, que atua como um interruptor para a multiplicação de células cancerígenas. Segundo Pedro Batista, CEO da Horus AI, o medicamento consegue bloquear diversas mutações da proteína simultaneamente, abrangendo um número maior de pacientes.
Os estudos clínicos, que envolveram mais de 500 pacientes, mostraram resultados expressivos. Os dados indicam um aumento relevante na sobrevida, que já ultrapassou 12 a 18 meses. Batista afirmou que esse resultado é crucial, dado o prognóstico desfavorável da enfermidade.
Apesar do potencial, o tratamento anual atual custa cerca de US$ 300 mil por paciente. O medicamento ainda depende de aprovação de órgãos reguladores, como a FDA, mas há expectativa de disponibilidade em grandes centros oncológicos em até um ano.


