As farmacêuticas Eisai e Biogen iniciaram a disponibilidade comercial do Leqembi (lecanemabe) no Brasil, um medicamento para pacientes em fase inicial do Alzheimer. O tratamento, aprovado pela Anvisa, reduz modestamente o declínio cognitivo, mas seu custo médio ultrapassa R$ 8,5 mil por mês.
O Leqembi, um anticorpo monoclonal antiamiloide, atua eliminando placas de proteína amiloide no cérebro, patologia ligada à doença. O tratamento é realizado por infusões intravenosas a cada duas semanas, em hospitais ou centros especializados, não estando disponível em farmácias de varejo comuns. Segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o preço máximo do frasco de 5mL pode atingir R$ 4.212,44.
O custo total do tratamento, que exige dose de 10 mg/kg, começa em valores superiores a R$ 8,5 mil por mês para pacientes com mais de 50 kg, sem contar os custos de acompanhamento clínico. Em estudos clínicos de 18 meses, o medicamento demonstrou uma diminuição de 27% no ritmo da perda cognitiva dos pacientes.
O uso do Leqembi é restrito a adultos com comprometimento cognitivo leve ou demência leve, exigindo confirmação da formação de placas amiloide e ausência da mutação APOE-e4. Outro medicamento, o Kisunla, também atua no estágio inicial da doença. Ambos os fármacos apresentam riscos, como hemorragias cerebrais e edemas, e necessitam de acompanhamento rigoroso por profissionais especializados.

