A instalação de 35 postes na Praia do Campeche, em Florianópolis, foi interrompida após manifestações de moradores. A paralisação ocorreu devido a questionamentos sobre a existência de licenças ambientais, já que a área é considerada de preservação permanente.
A empresa responsável pela instalação, Quantum Engenharia, declarou que está em contato com a prefeitura para providenciar as licenças necessárias, visando a retomada dos trabalhos em conformidade com a legislação. A obra, que começou no último sábado (20), motivou a manifestação na terça-feira (23) na região da Lomba do Sabão.
O Ministério Público Federal (MPF) atua no caso e requisitou à Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) o embargo da obra caso a licença ambiental seja constatada como ausente. O MPF afirmou que ajuizará ação civil pública para a retirada dos postes se não houver estudos prévios e autorização da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
A SPU informou que não possui registro de pedido de autorização para a instalação de iluminação na faixa de areia. Além disso, especialistas alertaram que a iluminação artificial noturna pode causar desorientação na fauna e interferir no desenvolvimento da vegetação de restinga e dunas costeiras, ecossistemas presentes na área.

