Um oceanógrafo norte-americano foi encontrado morto em uma trilha na Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. O corpo foi localizado na quinta-feira (4), nove meses após o desaparecimento do profissional, que atuava em projetos de educação ambiental na região.
O profissional, de 57 anos, era doutor em Oceanografia Biológica e guia de trilhas no sul da ilha. Ele integrou o projeto MAArE, focado no monitoramento ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e na conservação costeira.
Os restos mortais foram achados em área de costão e paredões rochosos de difícil acesso, na região da praia da Lagoinha do Leste. O encontro ocorreu por acaso, enquanto o Corpo de Bombeiros realizava o resgate de outra pessoa que havia caído no mesmo local.
A empresa de ecoturismo onde ele trabalhava divulgou nota sobre o “currículo admirável” do profissional, afirmando que ele “amava profundamente todas as formas de vida e dedicou sua vida por justiça social e ambiental”.
O delegado Abel Mantovani Bovi, titular da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) de Santa Catarina, informou que aguarda os laudos da Polícia Científica. A causa da morte ainda não foi determinada.

