A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Africa CDC lançaram um plano com orçamento de US$ 518 milhões para conter o surto de ebola, causado pelo vírus Bundibugyo, na República Democrática do Congo e em Uganda. A iniciativa, anunciada nesta sexta-feira (5), visa cobrir o período de junho a novembro de 2026.
A estratégia de combate ao surto inclui coordenação de emergência, vigilância epidemiológica, testes laboratoriais e assistência clínica. O documento reforça a colaboração nas fronteiras e a proteção de populações vulneráveis. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o sucesso da contenção depende de uma ação coordenada liderada pelos países afetados.
O surto teve início na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, e se expandiu para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul. Até 2 de junho de 2026, o CDC dos Estados Unidos registrava 363 casos confirmados e 62 mortes no país. Em Uganda, os registros apontavam 16 casos confirmados e uma morte até 4 de junho.
Como não existem vacinas ou tratamentos licenciados especificamente para o vírus Bundibugyo, a resposta foca na detecção precoce, rastreamento de contatos, isolamento de pacientes e prevenção de novas infecções.


