Cientistas mapearam a reação da mídia em seis países da Europa Central e Oriental entre 2000 e 2025, revelando o aumento de mortes e complicações de saúde causadas por ondas de calor. Os pesquisadores alertam que o fenômeno se torna mais frequente e intenso, com projeções de agravamento até o final do século.
O monitoramento, realizado com auxílio de inteligência artificial, utiliza o jornalismo como fonte para descrever os impactos das ondas de calor. Segundo a especialista Hojdanová, a cobertura midiática reflete o aumento de óbitos, o incremento nas chamadas de serviços de resgate e a sobrecarga geral do organismo humano. Os pesquisadores indicam que o estresse térmico se acumula progressivamente.
Na República Tcheca, a onda de calor mais longa registrada durou 36 dias, entre meados de julho e meados de agosto de 2015. Nesse período, entre 3 e 15 de agosto, houve 17% mais mortes por doenças cardiovasculares do que a média do restante do ano, o que representou 22 mortes diárias adicionais, conforme disse Hojdanová.
Modelos climáticos indicam que as ondas de calor serão mais longas e intensas no futuro. Na República Tcheca, o alongamento desses eventos é notado principalmente em áreas baixas desde 1961. A temperatura atingiu 41,1 graus Celsius em Doksany, Litoměřice, antes das 15h de hoje, superando o recorde anterior de 40,9 graus de 2012.

