O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que os Leilões de Reserva de Capacidade (LRCap) não solucionaram todos os desafios operacionais do sistema elétrico brasileiro. O diretor de Planejamento, Alexandre Zucarato, disse que a crescente participação de fontes renováveis ampliou a complexidade da operação, especialmente nos períodos de transição de energia.
Zucarato explicou que o fenômeno da chamada “curva do pato”, associado ao crescimento solar, intensifica a necessidade de elevação rápida da oferta de energia no final da tarde. O leilão de capacidade contratou cerca de 19,5 GW de potência em contratos de até 15 anos, mas o diretor apontou que o certame não resolveu a estabilidade do sistema.
Apesar das controvérsias e disputas judiciais, os resultados do leilão foram homologados pela Aneel. O diretor do ONS afirmou que o futuro leilão de baterias deve contribuir para aumentar a estabilidade elétrica e fornecer maior flexibilidade ao sistema. O Ministério de Minas e Energia divulgou diretrizes para este primeiro leilão de armazenamento, agendado para dezembro.
Zucarato também comentou que os níveis de armazenamento das hidrelétricas estão em condições semelhantes aos de 2025. Ele disse que o crescimento da “curva do pato” aumenta os desafios no atendimento da ponta de carga, exigindo novos ativos na matriz elétrica.

