A OPEP+ concordou, neste domingo, com um quarto aumento consecutivo em suas metas de produção de petróleo nos últimos quatro meses. Contudo, a guerra entre Estados Unidos e Irã impede que vários membros do grupo ampliem a produção, gerando a maior crise de abastecimento da história.
Sete dos principais integrantes da OPEP+ — que inclui a Rússia — elevaram suas cotas de produção entre abril e junho em quase 600 mil barris por dia. Apesar disso, a produção média do grupo despencou, caindo para 33,19 milhões de barris por dia em abril, contra 42,77 milhões registrados em fevereiro, segundo dados da OPEP.
A decisão mais recente foi elevar as metas em 188 mil barris por dia a partir de julho, volume idêntico ao aprovado para junho. Este aumento reflete a redução de cotas adotada em abril e maio, após a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Dos 21 membros da OPEP+ reunidos, sete participaram da deliberação: Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã. O conflito no Estreito de Ormuz interrompeu o fluxo de petróleo, e membros como a Arábia Saudita não conseguem atender integralmente seus clientes desde o fim de fevereiro.


