Ministros da OPEP+ decidiram elevar as cotas de produção de petróleo em 188 mil barris por dia para julho. A reunião, realizada por videoconferência, contou com representantes de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. A medida visa apoiar a estabilidade do mercado global de energia.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) coordena políticas de produção para influenciar os preços globais, representando cerca de 40% da produção mundial. A decisão segue o padrão de aumentos anteriores e foi justificada pela organização como forma de apoiar a estabilidade do mercado de petróleo.
Contudo, analistas apontam que o aumento possui caráter político. Jorge Leon, analista da Rystad Energy, disse que o mercado carece de barris físicos circulantes, e não de anúncios de cotas. Ele afirmou que o incremento de 188 mil barris por dia seria mais um sinal político do que um aumento real de oferta.
Os ministros reafirmaram a flexibilidade do grupo, podendo aumentar, pausar ou reverter a retirada gradual dos cortes voluntários de produção. Leon alertou que, caso o Estreito de Ormuz reabra, o mercado pode mudar rapidamente do medo de escassez para o medo de excedente, devido à resposta do xisto americano e à queda da demanda.


