O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira, visando o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos e o ex-vereador Ulisses Marins. Os dois foram alvos por suspeita de envolvimento com o Terceiro Comando Puro (TCP), devido à presença de seus nomes em um resort ligado a um chefe de facção na Zona Norte.
A faixa, com fundo azul e letras brancas e amarelas, anunciava um projeto social para atendimento de crianças e idosos. Ela estava na entrada de um resort em Parada de Lucas, Complexo de Israel, que pertencia, segundo a polícia, ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão. O imóvel de luxo, que possuía características de lazer, foi demolido pela polícia em março do ano passado.
As investigações apontam que houve tentativas anteriores de impedir a demolição do espaço de lazer montado pelo tráfico. Relatos indicam que os parlamentares supostamente envolvidos no cancelamento de uma operação marcada para dezembro de 2023 eram Roosevelt Barreto Barcelos e Ulisses Marins. Ambos teriam visitado o 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM) para solicitar que o imóvel não fosse derrubado, alegando a existência de um projeto social no local.
Apesar da demolição, o MPRJ expediu ofício à Polícia Militar em 2024 para verificar a destinação do imóvel. Agentes encontraram a faixa indicando o projeto com os nomes dos dois políticos e de uma deputada federal. Consultas à Secretaria municipal de Assistência Social na época não registraram os projetos junto à prefeitura.

