O Estreito de Ormuz foi declarado fechado pelo Irã no sábado, dia 20, mas o tráfego de embarcações já havia recuado significativamente antes do anúncio. Dados de inteligência marítima mostram que apenas 25 navios passaram pelo canal na quinta-feira, dia 18, indicando a persistência da instabilidade na região.
O volume de passagem de navios está muito abaixo do normal, segundo o analista-chefe de petróleo da Kpler, Matt Smith. Antes do conflito, a passagem entre Irã e Omã registrava entre 100 e 120 petroleiros diariamente. Atualmente, cerca de 500 navios, incluindo 220 petroleiros, permanecem retidos no Golfo Pérsico desde o início da crise.
Especialistas concordam que, mesmo após a assinatura de um acordo entre Irã e Estados Unidos para encerrar os combates, a retomada dos fluxos de petróleo levará meses. Smith estima que serão necessárias semanas para os petroleiros carregados saírem e mais tempo para que os vazios sejam abastecidos e partam.
A segurança é outro fator que restringe o movimento. Jakob Larsen, diretor de segurança do BIMCO, afirmou que a situação permanece volátil, pois a parte central do Estreito de Ormuz está minada e intransitável. Além disso, seguradoras retiraram a cobertura de risco de guerra, e questões práticas, como a condição dos navios ancorados, também atrasam a normalização, comentou Tom Kloza, analista independente de petróleo.

