Especialistas orientam que os pais apoiem a decisão de carreira dos filhos com escuta ativa, focando no desenvolvimento da capacidade de escolha do jovem. A escolha profissional é vista como um processo contínuo, e não um ato isolado que define todo o futuro.
A orientação profissional entende que a decisão de curso não é um ato isolado, mas um processo. Segundo Ana Paula Loureiro, educadora e orientadora profissional, o papel dos pais não é escolher pelo jovem, mas sim ajudá-lo a construir condições para que essa escolha seja consciente. Ela afirma que mitos, como a existência de uma escolha certa ou errada, precisam ser desconstruídos.
Para auxiliar nesse processo, é fundamental que os pais escutem mais do que aconselhem. Em vez de questionamentos diretos sobre a escolha, como “Já escolheu?”, é mais produtivo perguntar: “O que tem despertado sua curiosidade?” ou “Como você se imagina daqui a alguns anos?”
Além disso, a especialista alerta contra a projeção de expectativas e frustrações dos adultos. Ela comenta que a capacidade de fazer escolhas se constrói desde a infância, e que o apoio mais valioso é ser um “companheiro de exploração, e não juiz da escolha”.


