Casais que planejam a aposentadoria podem ter seus planos alterados ao assumir o custo de saúde de um filho adulto. Um estudo aponta que o suporte financeiro a um dependente com condição crônica pode fragilizar reservas de US$ 2,1 milhão em um período de seis anos.
O planejamento financeiro de aposentados deve considerar o impacto do cuidado de filhos adultos com condições de saúde crônicas. Um cenário analisado mostra um casal de 64 anos com US$ 2,1 milhão em ativos investíveis. O custo anual de suporte à filha, de 24 anos, com condição de saúde mental, é de US$ 36.000, o que representa um acréscimo de 1,7% ao saque anual do portfólio.
Este suporte elevado nos primeiros seis anos de aposentadoria cria um risco de sequência. O saque adicional compromete a sustentabilidade do portfólio, que já deve cobrir os gastos básicos do casal, estimados entre US$ 90.000 e US$ 110.000 anuais. A boa notícia é que a obrigação de suporte tem data final, permitindo que o plano se estabilize após os 70 anos.
Para mitigar o risco, especialistas sugerem três ações. Primeiro, capturar a dedução de despesas médicas, reivindicando a filha como parente qualificado, se os custos excederem 7,5% da renda bruta ajustada. Segundo, avaliar a conta ABLE, se a condição for documentada antes dos 26 anos. Terceiro, otimizar a ordem de saque, priorizando a utilização de contas tradicionais para preencher faixas de imposto de 12% antes de tocar em reservas Roth.


