Três pessoas foram indiciadas por discriminação religiosa após ataques a uma atividade cultural realizada no Centro de Ensino Fundamental 1 (CEF 1), no Varjão, Distrito Federal. A investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação, teve início com um vídeo e áudios ofensivos compartilhados em redes sociais.
Os indiciados são uma mulher de 48 anos e dois homens, de 52 e 60 anos, todos pais de ex-alunos da unidade escolar. As manifestações ofensivas ocorreram em críticas a uma atividade cultural e incluíram ataques a religiões de matriz africana. As ofensas, divulgadas em redes sociais, podem resultar em pena de até 5 anos de reclusão em caso de condenação.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) emitiu nota afirmando que todas as atividades escolares possuem caráter pedagógico e educativo, em respeito à diversidade cultural e à liberdade de crença. Dados da Polícia Civil do DF mostram um crescimento acentuado nos casos de preconceito.
Os registros de intolerância religiosa subiram de 16 em 2017 para 73 em 2025, um aumento de 356%. Além disso, os crimes de injúria racial cresceram de 431 em 2017 para 870 em 2025, elevando-se mais de 100%. Em 2026, entre janeiro e março, já foram contabilizadas 20 ocorrências de intolerância religiosa.


