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Leitura: Pajubá, linguagem de resistência, ecoa na Parada LGBT+ de São Paulo
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Cultura

Pajubá, linguagem de resistência, ecoa na Parada LGBT+ de São Paulo

Carla Fernandes
Última atualização: 6 de junho de 2026 12:13
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O Pajubá, um vocabulário histórico adotado por travestis e mulheres trans no Brasil, será ouvido na Parada do Orgulho LGBT+ neste domingo (7), na Avenida Paulista, em São Paulo. A linguagem, que mistura português com termos de matriz africana, é vista como um código de segurança e patrimônio de resistência.

O Pajubá nasceu nas ruas como um código de segurança em meio à rotina de marginalização. O vocabulário empresta elementos do iorubá, incorporados pela comunidade a partir da vivência em terreiros de Candomblé e Umbanda. A pesquisadora Ava Cruz afirmou que o Pajubá representa “um certo tipo de linguagem codificada, uma língua de segurança”.

A Parada do Orgulho LGBT+, que ocorre há 30 anos na cidade, transforma São Paulo em referência mundial em diversidade. Para celebrar o evento, algumas expressões do Pajubá ganham destaque, como ‘Abalou’ ou ‘arrasou’, termo usado para elogiar alguém que teve sucesso. Outras palavras incluem ‘Adé’ para homem homossexual e ‘Alibã’ para polícia.

O termo ‘pajubá’ possui sinônimo de ‘segredo’ em dicionários iorubás. O vocabulário, que se consolidou como patrimônio de memória, será parte da celebração da diversidade na maior cidade da América do Sul.

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TAGGED:Cultura Translinguagem-africanapajubáparada-lgbtqresistênciaSão Paulo
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