O Papa Leão XIV chegou a Madri, na Espanha, no sábado (6), para iniciar uma visita de sete dias focada no abuso sexual dentro da Igreja Católica e em questões migratórias. O Pontífice descreveu o crime como uma “ferida ainda aberta”, posição que foi recebida pelo rei Felipe VI.
A visita, que inclui encontros com vítimas, foi marcada por um relatório de 2023 do procurador de Justiça espanhol. Este documento estimou que mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos por parte do clero católico desde 1940. Em resposta, o governo Sánchez e a Igreja espanhola firmaram um acordo no final de março para indenizar as vítimas.
A agenda do Papa inclui recepção no Palácio Real, um discurso ao Parlamento espanhol na segunda-feira e compromissos em Barcelona. Na quarta-feira, ele viajará para as Ilhas Canárias, onde se encontrará com migrantes e organizações de apoio. Pedro Sánchez o acompanhará em cerimônia em homenagem aos falecidos na jornada migratória.
O governo de esquerda lançou um plano para regularizar a situação de meio milhão de migrantes, medida que recebeu críticas do Partido Popular (PP) e do Vox. A viagem, que conta com a presença de mais de 4.000 jornalistas de 80 países, será realizada sob forte esquema de segurança, mobilizando cerca de 15 mil agentes.

