O papel de trás das figurinhas de álbum de Copa do Mundo, conhecido como liner, não pode ser reciclado de forma convencional. A Polpel, empresa especializada no Brasil, relata o aumento do resíduo durante os torneios, impulsionando campanhas de coleta.
A Polpel, única empresa no país que realiza a reciclagem desse material, observa o crescimento do volume de liner em tempos de Copa. Em 2022, uma iniciativa da Natura, parceira da Polpel, coletou mais de um milhão de liners de figurinhas. A empresa espera receber 2 toneladas de material nesta edição, um aumento significativo em relação aos 230 kg registrados na Copa anterior.
O liner apresenta dificuldade de processamento porque é resistente e revestido em silicone. Globalmente, o descarte é alto: no Brasil, são descartadas cerca de 3,8 mil toneladas por mês, e menos de 10% desse volume é reciclado. A Polpel transforma o material em manta de celulose, seguindo o modelo de economia circular.
O movimento de coleta ganhou força em 2026 com a participação de pessoas físicas, após um vídeo de conscientização. A Polpel criou uma campanha até 10 de agosto, onde o lucro da reciclagem será revertido ao Graacc, entidade de apoio a crianças com câncer.

