O Governo do Pará iniciou, em 18 de junho, a primeira turma do curso profissionalizante de Auxiliar de Cozinha do Tekoá – Centro de Gastronomia Social, em Belém. A formação gratuita busca qualificar jovens em situação de vulnerabilidade social, valorizando os saberes e ingredientes da Amazônia como parte da estratégia de bioeconomia do estado.
O curso, que tem duração de três meses, oferece 180 horas de aulas teóricas e práticas, além de estágio supervisionado em restaurantes parceiros. A iniciativa acontece no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, estrutura montada pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas). A parceria inclui o Instituto Paulo Martins, o banco alemão KfW e o Fundo Amazônia Sustentável.
O Tekoá é a primeira escola de gastronomia amazônica do Brasil e integra o Vale Bioamazônico. Segundo a secretária adjunta de Gestão de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, a política de bioeconomia gera impacto social direto. Ela afirmou que “a bioeconomia só cumpre plenamente seu papel quando gera oportunidades concretas para as pessoas”.
Um dos alunos selecionados, um homem que buscava transição de carreira, declarou que o curso amplia seus horizontes. Ele afirmou que sua expectativa é adquirir conhecimento para abrir um negócio, focando em produtos da Amazônia, o que valoriza o estado. A diretora do Instituto Paulo Martins, Joanna Martins, explicou que a educação é essencial para que a cozinha regional alcance outros lugares, ajudando a reduzir desperdícios e valorizar a produção.

