A 30ª edição da Parada LGBT+ de São Paulo ocorreu no domingo, 7 de junho, na Avenida Paulista, reunindo cerca de 36 mil pessoas. O evento, que celebra a comunidade LGBT, registrou público inferior às edições anteriores e enfrenta um corte de 60% nos patrocínios, segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).
Apesar da celebração dos 30 anos do evento, a Parada registrou queda de público. Dados do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento da Universidade de São Paulo (Cebrap-USP) indicaram que o número de participantes foi menor que os 73 mil de 2024 e os 48 mil de 2025. Essa redução acompanha a diminuição de apoio empresarial. A APOLGBT-SP informou que apenas três das doze marcas que financiaram o evento em 2025 continuam apoiando em 2026, o que resultou na redução do número de trios elétricos de 20 para 14.
Durante a abertura, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) classificou a saída das empresas como “uma demonstração de oportunismo”. O tema da Parada deste ano foi “A Rua Convoca, A Urna Confirma”, e contou com discursos de parlamentares como Érika Hilton (PSOL-SP) e Eduardo Suplicy (PT-SP), que defenderam os direitos da população LGBTQIA+.
O evento, que acontece na Avenida Paulista desde 1997, enfrenta riscos legislativos. Em maio, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 50/2025, que prevê a proibição da Parada em vias públicas, obrigando a festividade a ocorrer em ambientes privados. O texto ainda precisa de votação e sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para virar lei.

