A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo acontece neste domingo (7) na Avenida Paulista. O evento, que conta com shows de artistas como Pabllo Vittar e Glória Groove, registra queda na receita devido à redução de patrocinadores e enfrenta resistência política local.
A Associação da Parada do Orgulho LGBT, responsável pela organização, calculou que a saída de grandes empresas entre 2025 e 2026 gerou queda de 60% na receita. O apoio financeiro diminuiu drasticamente: no ano passado, 12 marcas apoiaram a festa; neste ano, apenas três empresas confirmaram participação: Amstel, Grupo L’Oréal no Brasil e Philip Morris Brasil.
A infraestrutura do evento também se encolheu. O desfile deste ano terá 14 trios elétricos, em comparação com os 19 utilizados em 2025. Essa redução ocorre em um contexto de retração global de investimentos corporativos em diversidade e inclusão.
Paralelamente, a celebração enfrenta pressão legislativa. Um projeto de lei aprovado em primeira votação na Câmara de Vereadores da capital paulista tenta proibir eventos que façam alusão ou fomentem práticas LGBT+. O texto propõe classificação indicativa para maiores de 18 anos e multas por descumprimento.
A concentração do evento começa na Paulista por volta das 10h, na altura da Rua Peixoto Gomide. Cerca de 1,5 mil policiais trabalham na segurança, monitorada por drones e câmeras. Os organizadores definiram o tema como a mobilização política e social pela defesa dos direitos da população LGBT+.

