A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reuniu 36,8 mil pessoas na Avenida Paulista neste domingo, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento da Universidade de São Paulo (Cebrap-USP) e da ONG More in Common. O evento, que tem como tema a defesa dos direitos da comunidade, ocorre em meio a uma redução de patrocínios e a tentativas de restrição legislativa.
O monitoramento indicou que, no momento de maior concentração, por volta das 14h37, o público somava entre 32,3 mil e 41,2 mil pessoas, considerando uma margem de erro de 12%. O levantamento do Cebrap/USP e ONG More in Common possui precisão de 72,9% e acurácia de 69,5% na estimativa de público de grandes eventos.
A organização da Parada, responsável pelo evento, calculou que a perda de grandes empresas patrocinadoras entre 2025 e 2026 resultou em uma queda de 60% na receita. Em 2026, apenas três empresas apoiam a festa: a patrocinadora oficial Amstel, o Grupo L’Oréal no Brasil como copatrocinador e a Philip Morris Brasil como apoiadora. O número de trios elétricos também caiu de 19 em 2025 para 14 em 2026.
Em paralelo, a celebração enfrenta resistência política. Na Câmara de Vereadores da capital paulista, um projeto de lei aprovado em primeira votação tenta proibir eventos que façam alusão a práticas LGBT+. O texto propõe impor classificação indicativa para maiores de 18 anos e multas em caso de descumprimento.


