A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo utilizou cores nacionais em seu desfile em 2026, tendo como tema central a defesa dos direitos e a importância do voto. O evento, que ocorre na Avenida Paulista, também registrou queda no número de marcas patrocinadoras e enfrenta resistência de um projeto de lei municipal.
A organização do evento elegeu a defesa dos direitos da comunidade LGBT+ e a importância do voto como tema central para a edição de 2026. Segundo assistentes sociais e psicólogos presentes, a utilização das cores do Brasil na Parada simboliza a ideia de que o país é de todas as cores e que todos os direitos devem ser respeitados. Um dos organizadores, Nelson Matias Pereira, preside a Associação da Parada do Orgulho LGBT.
Apesar do foco político, a edição de 2026 apresentou desafios financeiros. A Associação calculou que a saída de grandes empresas patrocinadoras causou uma queda de 60% na receita entre 2025 e 2026. O evento contou com apenas três empresas apoiadoras neste ano, em comparação com 12 marcas no ano anterior. O número de trios elétricos desfilantes também foi reduzido.
Além da retração de investimentos corporativos, a Parada enfrenta pressão política local. Um projeto de lei aprovado em primeira votação na Câmara de Vereadores da capital paulista tenta proibir eventos que façam alusão ou fomentem práticas LGBT+, impondo restrições de classificação indicativa e multas.


