A Paramount Skydance pode ser obrigada a vender parte de seu portfólio de entretenimento infantil para viabilizar a aquisição pela Warner Bros. Discovery, uma operação avaliada em US$ 110 bilhões. A medida surge devido a preocupações concorrenciais levantadas por reguladores da União Europeia.
As fontes do setor indicam que a companhia pretende manter a maior parte de seus ativos, mas pode abrir mão de canais voltados ao público infantil se os órgãos reguladores europeus apontarem riscos no segmento. Investigadores em Bruxelas analisam que a união concentraria excessivamente o mercado, visto que os canais Cartoon Network, da Warner, e Nickelodeon, da Paramount, passariam a integrar o mesmo grupo.
O prazo inicial de análise da União Europeia se encerra em 7 de julho. Caso a operação não seja aprovada nesta etapa, a Comissão Europeia pode iniciar uma investigação aprofundada. Além disso, a proposta pode ser examinada sob as regras do Regulamento de Subsídios Estrangeiros, que avalia aportes de países do Oriente Médio, como os financiamentos de US$ 24 bilhões oriundos da Arábia Saudita e do Catar.
Representantes do setor cinematográfico também criticam a fusão, pois ela criaria um conglomerado que concentraria cerca de 30% da distribuição cinematográfica mundial. No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou o pedido de associações do setor exibidor para atuar como ‘terceiras interessadas’ no processo.


