A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tomar o depoimento do ex-presidente sobre uma arma de fogo apreendida com um de seus seguranças. A investigação, conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia, visa esclarecer os fatos ocorridos em Taguatinga.
O delegado responsável pela investigação, Thiago Boing, informou ao STF que a tentativa de intimação pessoal do ex-presidente não ocorreu. Ele relatou que a equipe de escolta do ex-presidente impediu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando.
O ex-presidente permanece em prisão domiciliar desde 24 de março. Caso o STF autorize, o depoimento está agendado para a próxima quarta-feira, dia 24, às 15h, por videoconferência. A arma, modelo Glock 9 milímetros (mm), foi apreendida às 23h30 de segunda-feira, dia 15, durante uma abordagem em Taguatinga.
Na ocasião, o motorista, servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), afirmou que o armamento pertencia ao ex-presidente e que ele o retirou para reparo. A defesa do ex-presidente reconheceu na quarta-feira, dia 17, que ele é o proprietário da arma, que estava com o segurança para conserto.

