O pé de moleque de Piranguinho, em Minas Gerais, mantém tradição de mais de 90 anos, sendo reconhecido como patrimônio imaterial do estado. O doce, feito com amendoim e rapadura, sustenta cerca de 700 empregos e envolve 13 fabricantes locais, impulsionando a economia municipal.
A produção artesanal do doce, que começou em 1936, evoluiu de um ponto de venda na antiga estação ferroviária para um produto com presença digital. Segundo Sônia Torino, dona da Barraca Vermelha, o desafio é atender a demanda crescente sem perder a qualidade e a essência da receita.
A tecnologia auxiliou na expansão do produto para além das barracas. Ana Paula da Silva, da Barraca Amarela, explicou que o uso de redes sociais e sistemas integrados permite apresentar a história e os produtos a clientes de outras regiões do país. Isso agiliza a gestão e a logística de vendas.
O doce é visto como um símbolo da identidade local. O prefeito de Piranguinho, Paulo Renato Germiniani Ribeiro, afirmou que o pé de moleque é uma fonte de desenvolvimento econômico. Projetos de lei buscam conceder ao município títulos de Capital Mineira e Capital Nacional do Pé de Moleque.

