A Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos (DIA) elevou o alerta de contraespionagem contra Israel para o patamar crítico, o mais grave da escala militar. Relatórios indicam que o governo de Benjamin Netanyahu monitorou aparelhos eletrônicos de altos funcionários da Casa Branca, superando a desconfiança anterior sobre outros aliados.
A escalada no nível de alerta ocorreu após militares americanos em serviço na região descobrirem programas espiões instalados em telefones pessoais. O documento final da DIA compilou ocorrências passadas, como a tentativa de agentes israelenses de fixar microfones na sede da agência dos EUA em solo israelense, em 2021.
O monitoramento clandestino atingiu um mediador de paz do presidente Donald Trump nas tratativas com o Irã, além de um chefe de formulação política do Pentágono e seu assessor direto. A investigação aponta que o comportamento da inteligência israelense se descontrolou durante o segundo mandato de Donald Trump, facilitado pelo uso de celulares particulares sem criptografia por assessores federais.
O vazamento da espionagem afeta a cooperação militar recorde entre as nações, que atuam juntas na guerra contra o Irã. Apesar disso, a Casa Branca e a Embaixada de Israel declararam que as denúncias de infiltração são falsas.


