Especialistas do Mapa de Risco afirmaram que a disputa presidencial de 2026 não é movida apenas pelas pesquisas de intenção de voto. Para os analistas, a percepção de viabilidade de uma candidatura é um ativo crucial, especialmente para o senador, após o desgaste gerado por casos e crises públicas.
O cientista político Leonardo Barreto disse que a política é movida pela perspectiva de poder. Ele explicou que a dúvida sobre a competitividade de um candidato dificulta a construção de alianças e a manutenção do engajamento do eleitorado. Segundo Barreto, a leitura feita por parlamentares e financiadores sobre as chances reais de um candidato influencia decisões políticas antes da votação.
A crise envolvendo o senador, causada pelo caso Banco Master e pelo atrito com Michelle Bolsonaro, gera efeitos que vão além da repercussão imediata. O analista da XP, João Paulo Machado, comentou que a dúvida sobre a viabilidade presidencial faz com que governadores e deputados recalculem seus movimentos, evitando vínculos com projetos que pareçam perder força.
Os especialistas alertam que, para o senador, a tarefa é preservar a percepção de que ele é uma alternativa viável ao poder. Se essa percepção desaparecer entre aliados e eleitores, o desafio da campanha deixa de ser apenas eleitoral e passa a ser político.

