Cerca de 27 milhões de eleitores peruanos votarão neste domingo (7) para escolher o nono presidente do país. A eleição ocorre em um contexto de dez anos de crise política, período em que dois presidentes renunciaram e seis foram destituídos pelo Parlamento.
A disputa final enfrenta a candidata Keiko Fujimori, de orientação direita, e Roberto Sánchez Palomino, de orientação esquerda. Fujimori obteve 17,1% dos votos no primeiro turno, enquanto Sánchez Palomino fechou a primeira votação com 12,0%, segundo os dados iniciais.
O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), comentou que a presença de Fujimori gera polarização na disputa. O especialista afirmou que Sánchez Palomino representa o legado do anti-fujimorismo, uma força política que ele considera majoritária.
A eleição também possui implicações geopolíticas. Schavelzon avaliou que uma vitória de Keiko Fujimori deve aprofundar o alinhamento do Peru com a extrema-direita continental. Uma eventual vitória de Sánchez Palomino, contudo, não representaria ruptura com os Estados Unidos.


