Os peruanos votam neste domingo em segundo turno para eleger o nono presidente em dez anos. A disputa ocorre entre Keiko Fujimori, candidata de direita, e Roberto Sánchez, candidato de esquerda, em um pleito marcado pela desilusão com o caos político e a criminalidade no país.
Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, enfrenta Sánchez em sua quarta tentativa de chegar à presidência. A candidata de direita apela para o legado de seu pai, que estabilizou a economia, mas foi acusado de crimes contra a humanidade. Sánchez, ex-ministro, defende a herança do ex-presidente Pedro Castillo, que tentou autogolpe em 2022.
Apesar da instabilidade, o Peru apresenta economia estável, com crescimento do PIB de 3,4% e baixa inflação. No entanto, a insegurança é a maior preocupação dos eleitores, visto que os relatos de extorsão aumentaram nove vezes em cinco anos. Fujimori defende uma abordagem linha-dura, enquanto Sánchez propõe combater a corrupção no Judiciário e na polícia.
O vencedor do pleito substituirá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho. Analistas apontam que o futuro presidente precisará formar alianças no legislativo, já que nenhum dos candidatos possui maioria no parlamento.


