São Paulo consolidou-se como o maior exportador de sementes do Brasil em 2025, respondendo por 36,2% do volume total de exportações nacionais. O desempenho, que movimentou US$ 94,6 milhões, é atribuído ao avanço da pesquisa agrícola e ao protagonismo do estado em segmentos como milho e forrageiras.
A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), que reúne sete instituições, atua estrategicamente na cadeia de sementes. O Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) detém o maior banco de germoplasma de plantas forrageiras da América Latina, enquanto o Instituto Agronômico (IAC-APTA) desenvolve cultivares adaptadas ao Brasil.
Em nível global, o setor de sementes movimenta cerca de US$ 90 bilhões anuais. No entanto, a pirataria representa um risco, gerando prejuízos estimados em R$ 2,44 bilhões por ano no país, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM). O IAC-APTA alerta que o uso de sementes piratas compromete a inovação tecnológica.
O Laboratório de Análise de Sementes e Mudas da CATI, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é o único no estado que realiza o controle de qualidade de sementes importadas, emitindo boletins nos padrões internacionais.


