Pesquisa Quaest revelou que sessenta por cento dos entrevistados concordam que organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho devem ser consideradas terroristas pelo governo brasileiro. O levantamento, realizado entre os dias cinco e oito de junho de dois mil e vinte e seis, também questionou a classificação dessas facções pelos Estados Unidos.
A maioria dos entrevistados defende a equiparação das facções ao terrorismo, enquanto vinte e nove por cento afirmaram que essa classificação não deve ocorrer. A pesquisa também abordou a posição dos Estados Unidos, onde quarenta e cinco por cento dos respondentes concordam com a medida de rotular as organizações como terroristas. A decisão americana foi divulgada no fim de maio.
Em relação à influência política, quarenta e sete por cento dos entrevistados avaliam que um parlamentar teve participação na decisão dos EUA. Especialistas em segurança afirmam que a classificação representa risco à soberania nacional, enquanto defensores da medida apontam potencial para ampliar a cooperação internacional.
Por sua vez, um promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), declarou que a classificação não traz benefício ao Brasil. O promotor afirmou que os Estados Unidos já classificaram organizações mexicanas e venezuelanas como terroristas, sem que isso diminuísse o poder dessas facções.

