Trinta e nove por cento dos brasileiros consideram que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos representa interferência em assuntos nacionais. A pesquisa Ipsos/Ipec, realizada entre 13 e 17 de junho em 130 municípios, avaliou o impacto dessa decisão no Brasil.
A maioria dos entrevistados não concorda com a tese de que a medida dos EUA é uma interferência, mas uma parcela significativa dos respondentes avalia que a classificação pode trazer riscos sociais e econômicos. Trinta e um por cento dos brasileiros afirmaram que a decisão deve prejudicar a economia nacional, enquanto outros trinta e um por cento disseram que não haverá prejuízo.
Sobre a segurança pública, trinta e três por cento dos entrevistados consideram que a medida melhorará a segurança no país, em contraste com vinte e oito por cento que acreditam que não haverá melhoria. Quarenta e um por cento dos respondentes opinaram que a classificação colocará em risco moradores de comunidades controladas pelo PCC e CV.
Em relação aos recursos nacionais, trinta e dois por cento dos entrevistados veem a decisão como uma ameaça a riquezas brasileiras, como terras raras e a região amazônica. Além disso, trinta por cento dos entrevistados afirmaram que a medida não atrapalhará o trabalho conjunto entre as polícias e serviços de inteligência do Brasil e dos Estados Unidos.

