O preço do petróleo caiu 3% nesta quinta-feira, atingindo US$ 77, próximo ao patamar pré-guerra, após a assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito. O acordo libera o Estreito de Hormuz, rota por onde circulavam cerca de 20% do petróleo mundial.
A expectativa é que a retomada do fluxo de petroleiros reduza os preços da commodity, que ultrapassaram US$ 120 durante os bombardeios. Dados de monitoramento marítimo indicam progresso: três superpetroleiros sauditas, controlados pela empresa Bahri, deixaram o Estreito de Hormuz nesta manhã. Um petroleiro chinês também saiu da região, segundo informações.
Aldo Spanjer, chefe de estratégia de energia do BNP Paribas SA, afirmou que a probabilidade de o Estreito de Hormuz permanecer aberto é maior do que em qualquer momento da crise. Contudo, ele ressaltou que, mesmo em cenário ideal, serão necessários vários meses para que os fluxos de petróleo voltem à normalidade.
A crise havia levado os contratos futuros do Brent a ultrapassarem US$ 126 por barril em abril. No entanto, com o avanço diplomático, os contratos já acumulam queda de cerca de 11% nesta semana. O Brent, referência global, está pouco mais de US$ 5 acima do preço inicial da guerra, cotado a US$ 78,07 por barril por volta das 8h.
Além disso, a Agência Internacional de Energia divulgou relatório prevendo retorno forte da produção após o fim da guerra. Essa previsão aponta para um excedente de oferta em 2027, o que deve manter os preços em patamares mais baixos e auxiliar no alívio da inflação.

