Relatórios da Polícia Federal (PF) tornados públicos no dia 16 mostram que o empresário Daniel Vorcaro ordenou a um intermediário atacar a ex-funcionária doméstica da atriz Monique Alfradique. A ordem, encontrada em mensagens de celular, visava impedir vazamento de dados e informações à imprensa e autoridades.
As investigações revelam que Daniel Vorcaro ordenou explicitamente a Luiz Phillipi Mourão, apontado como braço violento do empresário, que atacasse a trabalhadora. A ordem ocorreu devido a supostas ameaças que a funcionária estaria sofrendo em fevereiro de 2025. Após a troca de mensagens, Mourão encaminhou informações pessoais e uma foto da ex-funcionária.
As provas da ordem de agressão estavam nos arquivos de oito aparelhos celulares de Vorcaro, apreendidos durante a Operação Compliance Zero. A PF indicou que o empresário utilizou seu braço armado para resolver o problema, visando impedir que dados fossem divulgados. O documento também registra mandos de Vorcaro para agressões físicas contra um chefe de cozinha e um capitão de barco.
O “modus operandi” do empresário envolvia uma milícia privada, batizada pelos integrantes como “A Turma”. Esse grupo era financiado com recursos de fraudes financeiras sob investigação da PF e do STF. Além disso, o pai de Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, e seu primo, Felipe Cançado Vorcaro, são indicados como integrantes do grupo e seguem presos preventivamente.

