A Polícia Federal avançou em tratativas com a Interpol para formar uma coalizão que enfrentará o crime organizado na América do Sul. A iniciativa, que inclui os 12 países da região e terá base em Buenos Aires, Argentina, visa usar tecnologia e bases de dados para combater tráfico de drogas e armas.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que o projeto, coordenado pela PF e envolvendo o Ministério da Justiça, busca reunir as nações sul-americanas em um esforço conjunto. Segundo Rodrigues, a parceria permitirá ampliar a capacidade operacional para alcançar patrimônios ocultos globalmente. Ele declarou: “Vamos reunir os 12 países sul-americanos em um grande esforço para enfrentamento ao tráfico de drogas, tráfico de armas e crimes ambientais”.
A cooperação também foca no sistema financeiro. Rodrigues explicou que há tratativas com a Febraban e outras instituições brasileiras para adicionar confiabilidade ao sistema. O objetivo é permitir que agências financeiras consultem bases de dados da PF e, futuramente, da Interpol.
O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que a coalizão servirá para gerar informações de inteligência que apoiem investigações na região, além de auxiliar no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Rodrigues também mencionou que o Brasil retirou mais de R$ 10 bilhões do crime organizado no ano passado.
Além disso, o diretor da PF comentou sobre reuniões com representantes do governo suíço para tratar da designação de um adido policial federal adjunto, esperando que o cargo seja preenchido ainda em 2026.

