A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre novos indícios de ocultação patrimonial ligados a um empresário após sua prisão preventiva. O ministro André Mendonça negou o pedido de prisão domiciliar e determinou a transferência do fundador do Banco Master para a Papudinha.
A corporação policial afirmou que elementos recentemente identificados sugerem movimentações com características compatíveis com estratégias de ocultação, blindagem ou deslocamento patrimonial. A PF sustenta que esses fatos reforçam a necessidade de manter a prisão preventiva, visando proteger os interesses da investigação.
A manifestação também indicou que integrantes do núcleo de apoio ao investigado continuam desempenhando papel relevante na gestão de interesses patrimoniais vinculados ao grupo econômico sob apuração. Com base nisso, Mendonça concluiu que as descobertas reforçam a cautelar para evitar dissimulação patrimonial e prejuízos à persecução penal.
A decisão, tomada na quinta-feira (24), atendeu a um pedido da PF, que foi apresentado após o insucesso das tentativas de acordo de colaboração premiada. O empresário estava preso desde março, e a PGR também defendeu a mudança de local de custódia.

