A Polícia Federal estuda solicitar a inclusão de um indivíduo na difusão prateada da Interpol para rastrear e bloquear remessas de ativos do ex-dono do Banco Master. A medida faz parte da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no banco.
O indivíduo é alvo principal da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias do Master. A difusão prateada, implantada na Interpol, visa alcançar dinheiro ilícito em escala global. A estratégia da PF depende de concordância da Procuradoria-Geral da República (PGR), anuência do Supremo Tribunal Federal (STF) e endosso de autoridades americanas.
A investigação foca em valores enviados pelo indivíduo aos Estados Unidos, que podem ter financiado o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo apurações, o indivíduo teria remetido cerca de R$ 60 milhões para um fundo nos EUA. Esse fundo é controlado por um advogado ligado a um familiar do ex-presidente.
O chefe da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, avalia a necessidade de instaurar inquérito exclusivo para confirmar se o dinheiro enviado foi usado para custear o filme. O caso pode ser conduzido por André Mendonça ou Alexandre de Moraes, relator das investigações envolvendo um filho do ex-presidente.


