A Polícia Federal indiciou o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, por um esquema de mineração ilegal em Minas Gerais. O inquérito apura a prática de advocacia administrativa, que favoreceu empresários no órgão público. Outro diretor da agência, Caio Trivellato Seabra Filho, também foi indiciado por corrupção.
Os investigadores concluíram duas investigações sobre irregularidades ligadas às operações Rejeito e Parcours. Segundo a Polícia Federal, um grupo corrompeu servidores em órgãos federais e estaduais de fiscalização ambiental para obter licenças fraudulentas. Com esses documentos, o grupo explorava minério de ferro em larga escala, inclusive em áreas tombadas, gerando riscos socioambientais.
A investigação indicou que a organização criminosa chegou ao diretor Trivellato, que manteve contato com um empresário líder do esquema. Segundo a PF, os empresários ditavam as ações do diretor. Em novembro do ano passado, um empresário solicitou a alteração de um voto para beneficiar uma empresa, sendo a propina paga a Trivellato por meio de um escritório de advocacia.
No total, a Polícia Federal indiciou 34 pessoas no relatório da Operação Rejeito e mais 17 pessoas no relatório da Operação Parcours. Os casos, conduzidos pela Superintendência da PF em Minas Gerais, apuram corrupção e outros crimes no setor de mineração, envolvendo empresários e agentes públicos.

