A Polícia Federal deflagrou a operação Gemini na segunda-feira, 8 de junho de 2026, em Mato Grosso. A ação visa um desembargador do TJ-MT e um deputado estadual suspeitos de vender sentenças e praticar lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao magistrado e ao parlamentar, além de um advogado. A PF investiga os envolvidos por corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro, e quebrou sigilos bancário, fiscal e telemático dos alvos.
O desembargador já estava afastado das funções desde março pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão de controle da Justiça identificou indícios de que o magistrado proferiu decisões mediante possível recebimento de vantagens indevidas, utilizando terceiros para intermediação de atos decisórios.
O deputado estadual negou qualquer envolvimento com o esquema de venda de sentenças. Ele afirmou aos jornalistas que perdeu contato com o magistrado após deixar o Tribunal de Justiça. O advogado, apontado como intermediário, disse que se apresentou espontaneamente para prestar esclarecimentos perante o CNJ e a Procuradoria Geral da República.

