A Polícia Federal investiga uma empresa de dedetização e impermeabilização por integrar um esquema de fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. A operação, batizada de Infesto, apura contratos públicos que movimentaram R$ 3,8 milhões entre 2020 e 2024.
As investigações tiveram início após a identificação de movimentação financeira incompatível com a capacidade econômica da empresa. A corporação informou que cerca de R$ 2,3 milhões do montante total foram custeados com recursos federais. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Olinda, em Pernambuco, e em João Pessoa, na Paraíba.
Segundo apuração da polícia, os valores recebidos eram distribuídos a familiares da sócia da empresa e a terceiros. O esquema financeiro utilizava operadores e empresas intermediárias para ocultar a origem dos recursos, e foram identificados repasses a um agente público. Parte dos contratos analisados pela PF foi assinada sem a realização de licitação.
A Operação Infesto é chefiada pela Polícia Federal em Pernambuco, com apoio da Polícia Federal da Paraíba e da Controladoria Regional da União em Pernambuco (CGU). O objetivo das buscas foi apreender documentos e dispositivos eletrônicos para aprofundar a investigação sobre a associação criminosa.

