A Polícia Federal investiga movimentações financeiras atípicas em empresas ligadas ao grupo empresarial de uma influenciadora digital. A apuração teve origem em relatórios de inteligência financeira gerados durante a CPI das Bets, focando em transferências milionárias entre as companhias.
Os documentos analisados apontaram transferências de grande volume entre as empresas relacionadas à influenciadora. Um dos focos da investigação é a Talismã Digital, que recebeu cerca de R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024. A maior parte desse montante foi transferida por uma empresa denominada Amp Pay Marketing.
Os investigadores analisam possíveis irregularidades fiscais, financeiras e indícios de lavagem de dinheiro. A análise abrange a relação entre as empresas do grupo, processadoras de pagamento e plataformas de apostas. O volume das operações levantou questionamentos, visto que a empresa remetente estaria enquadrada no regime tributário do Simples Nacional, destinado a negócios de menor porte.
A defesa da influenciadora nega qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que as movimentações atípicas não configuram prática criminosa e sustentam que as empresas do grupo operam com auditoria e governança próprias. Até o momento, a PF conduz uma investigação preliminar, sem denúncia formal ou condenação contra a influenciadora.

