A Procuradoria-Geral da República avalia rejeitar a nova proposta de delação premiada de um ex-controlador do Banco Master. A Polícia Federal já indica posição contrária, e os órgãos examinam os termos da segunda versão do acordo, com definição esperada nos próximos dias.
Apesar de a legislação permitir que a PGR conduza o acordo de colaboração de forma independente, investigadores consideram ideal que os dois órgãos anunciem conjuntamente uma eventual rejeição. A defesa do investigado apresentou ajustes nas informações, mas o principal obstáculo permanece a comprovação dos relatos.
Os investigadores apontam dificuldades para reunir documentos, visto que o Banco Central decretou a liquidação da instituição financeira em novembro do ano passado. A obtenção de registros internos do Banco Master depende de procedimentos que demandam tempo. Além das provas, as autoridades exigem fatos inéditos e a devolução rápida de valores supostamente desviados.
As primeiras versões da colaboração, entregues em 6 de maio, foram classificadas como insuficientes. A PF chegou a rejeitar a proposta inicial, mas retomou as negociações. O ex-banqueiro, considerado articulador do esquema, enfrenta exigências rigorosas, dado que os custos da quebra do Banco Master ultrapassam R$ 57 bilhões.

