O procurador-geral da República rejeitou, nesta segunda-feira (15/6), a segunda proposta de delação premiada apresentada por um banqueiro. A decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal encerra a negociação, pois os investigadores consideram que as informações do investigado não possuem utilidade probatória.
A manifestação da PGR indicou que os dados apresentados pelo banqueiro não trouxeram provas novas para as investigações. A Polícia Federal chegou a uma conclusão similar na semana anterior e comunicou à defesa do investigado que não tinha interesse na colaboração premiada.
Desde o início, os investigadores suspeitavam que o banqueiro apresentava uma delação seletiva, omitindo fatos já conhecidos. Em uma das tentativas, o investigado admitiu fazer pagamentos ao senador Ciro Nogueira como propina, alterando narrativas anteriores em que mencionava apenas benesses como viagens e mesada de R$ 300 mil.
Com a rejeição dos dois órgãos, a tendência é que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determine o retorno do banqueiro a um presídio comum, após três meses em cela especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Embora a lei permita uma terceira proposta futura, a negativa atual fecha as portas da negociação.

